quarta-feira, 29 de setembro de 2010

então...

coração gelado
não sinto dor
dor de amor.
se alguma vez me machucar,
não vou sentir.
talvez eu somente caia.
momentaneamente.
depois,
continuarei a viver.
ou começarei a morrer.
só lhe peço uma coisa,
que me acorde
quando setembro acabar.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

libertinagens cotidianas.

entre choros e torpores,
entre indivíduos inconstantes,
entre o sacro e o profano,
cá estou.
movimentando-me apenas pela inércia,
distraindo-me com sonhos e pensamentos inexistentes,
fechando-me em minha própria clausura,
sem motivo aparente.
e o não-aparente, muitas vezes se torna o maior de todos.
entre vidas e mortes,
entre vontades e indolências,
entre o céu e o inferno,
lá estás.
aproveitando dos prazeres mundanos enquanto pode,
irritando-se com suas próprias raivas.
longe estaremos.
tão diferentes, tão iguais.
a distância que tanto nos fascina, está prestes a sumir.

domingo, 5 de setembro de 2010

não é exagero.

a ferida não se cicatriza
o coração já não perdoa mais
o ódio, a revolta e a melancolia reinam
o ócio e o tédio viraram rotina
os pensamentos já não são mais os mesmos
tudo mudou
algo me impede de dizer não
ouço vozes, cortantes e constantes
me dizendo para abandonar tudo e não olhar para trás.
talvez seja você que me impeça de seguir.
ou a esperança
de que o amanhã será melhor
ainda exista em mim.