sábado, 26 de junho de 2010

raiva!

raiva de tudo
raiva do mundo
raiva de você.
como pode se aproveitar
da minha vulnerabilidade?
essa, que eu tento esconder
e aquietar
mas não consigo.
sou como um castelo de cartas
que desmorona
com qualquer ruído, 
qualquer sopro.
sim, eu sofro.
e esse sofrimento
me dá raiva!
ou talvez a culpa
seja dos remédios não tomados.
nunca saberei.

domingo, 20 de junho de 2010

sábado à noite.

os loucos saem às ruas,
buscando por sanidade.
tolos.
nunca vão encontrar a cura
para a sua loucura
em um copo de pinga.
a dor vai embora,
vai sim.
mas ela volta
e a vida continua.
a sanidade, vaga por aí,
desesperada.
querendo ser encontrada.
 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

xadrez.

todos nós
não passamos de peões,
em um grande tabuleiro.
não somos especiais.
ninguém sentirá a nossa falta.
vamos, para sempre,
ser somente...
vidas desperdiçadas
corpos sem alma
almas sem amor.
não existirá luto
quando você se for.
o jogo continuará,
até a hora do xeque-mate.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

quem?

nesse lugar estranho
não vejo pessoas
não enxergo vida
só enxergo... vultos
que talvez falem comigo
eles só olham
para uma garotinha
assustada, tímida
presa em seu próprio mundo,
em suas letras, suas palavras.
ela só quer sair,
ser vista,
não quer ser invisível. 
esses vultos
um dia,
farão o seu mundo.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

amor desconhecido.

amor de quem só busca amar.
difícil esquecer... sem conversar
sem saber.
como pode
amor sem conhecer?
sem falar
sem tocar
só de ver
não deve ser amor.

domingo, 13 de junho de 2010

olhos.

estou aqui.
você não vê?
o que exatamente você vê?
o que eu vejo
é medo de tudo
do mundo
de mim.
eu venho, vou
você ainda está aí.
com essa cara
que só você faz,
só eu conheço.
e não fala nada.
seus olhos me procuram
meus olhos te procuram
e se acham
e se perdem.
queria eu não te perder mais.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

a melancolia
em seus olhos
a faz tão
bela.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ao amor.

olhe o que fez comigo!
chegou sem pedir, entrou quando quis!
me derrubou,
me machucou, me feriu
me esqueceu!
pode pedir o quanto quiser,
não vai voltar pra mim.
não posso te deixar entrar
sabendo que vai me ferir,
e me deixar de novo.
à você, não mais me deixo seduzir.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

esquecer.

esquecer, ESQUECER?
como vou esquecer?
não consigo, não posso
mas tenho que esquecer.
esquecer agora é quase vital
para mim, uma pobre mortal.
só de pensar na tua felicidade
me dá uma tristeza, uma dor
é difícil esquecer.
e reviver, mais ainda.
devo te deixar ir embora.
parar de te ver
mas eu sofro tanto.
porquê?
nunca fez nada para provocar
e mesmo assim, provocou
e não amou.
se amou foi pouco, foi falso
não devia ter te traído
me traído
te perdido.
agora aqui estou,
com tanta gente em volta
e sozinha.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

minha amante.

amante de quem?
do mundo
da vida.
de tudo, de todos.
a amante é quem ama demais,
não ama quem quer,
não é sempre amada.
a amante é minha.
a amante sou eu.
amante da música,
amante da arte,
não odeia nada, nem ninguém.
só ama.